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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

HISTÓRIA DE UMA BRASÍLIA - CAPÍTULO 18 - ENTRE 1994 E 1997 - POEIRA DO OPALA

Voltei meus queridos ! Estou de volta para contar para vocês mais uma ridícula emocionante aventura da Brasa.

Em 1994, o mundo era mais legal. As amizades eram mais verdadeiras, desinteressadas e duradouras. A única coisa que já era virtual era memória de computador (sim, isso já havia). As amizades eram reais. Rede social ? Nunca ouvi falar. Tinha rede telefônica, rede elétrica, rede de pendurar na parede pra tirar um cochilo e rede pra pegar peixe.

Bem, é bem verdade que "A REDE" Internet já existia no mundo e já engatinhava por aqui. Mas ainda estava longe de adquirir a grandiosidade que lhe é peculiar nos dias de hoje. Era coisa de "NERD" mesmo. Aliás, será que os mais novos sabem o que esse termo representava naquela época ?

Quando a gente queria combinar alguma coisa com os amigos, não mandava e-mail e nem "what's app". A gente usava o telefone ou ia pessoalmente na casa do próprio. E o telefone na época era realmente um "telefone". Celular era para poucos mais economicamente abastados. Ou seja, era coisa de rico. E era um baita de um tijolão que pesava pra caramba, segundo dizem. Dava pra tacar na cabeça de bandido pra se defender de assalto, arma letal.

Era muito comum as pessoas enviarem cartas. Eu mesmo já me utilizei muito desse expediente, quando queria estreitar laços de amizade ou mesmo elevá-la ao próximo nível (ou não). Carta era uma coisa escrita a mão e por isso personalizada, não existiam duas cartas iguais, a menos que se tirasse xérox. Receber uma carta escrita a mão era prova de que a gente importava para aquela pessoa. Prova de amizade, prova de carinho, sei lá, era prova de alguma coisa, mesmo que não provasse nada.

Hoje em dia você manda um "what's app" pro seu colega de trabalho que está quase ao seu lado convidando-o para um chopinho, e com isso lhe dá tempo e oportunidade para bolar alguma desculpa para não ir, sem sequer olhar na sua cara. Veja bem o que eu disse, VOCÊ manda um "what's app", não eu. O Tio Lulu aqui, ainda é meio antiquado.

Bem, após esse ataque nostálgico com nuances de desabafo (que merda !!!), vamos à história.
Certa vez, estávamos eu, o Rogério (aquele meu amigão que esteve comigo no episódio logo após eu tirar a carta de motorista - http://brasiliavermelha.blogspot.com/2015/06/historia-de-uma-brasilia-capitulo-9.html -  e também naquele episódio em que fiquei pela primeira vez "na mão" por falta de gasolina - http://brasiliavermelha.blogspot.com/2015/07/historia-de-uma-brasilia-capitulo-10.html) e o Walter, amigo da faculdade (não me lembro se era com W ou com V, whatever...). Conversávamos os três em frente à antiga casa dos pais do Rogério (que hoje em dia é um salão de cabeleireiro). Tivemos então a idéia de ir até a casa do Renato (meu outro amigão, antigo proprietário do Chevette branco no episódio das peripécias na Riviera - http://brasiliavermelha.blogspot.com/2015/08/historia-de-uma-brasilia-capitulo-15.html) em dois carros.

Ninguém queria abandonar a caranga na rua em frente à casa dos pais do Rogério. Além do mais, a casa do Renato (que na verdade era um apartamento) ficava no Jardim Alvorada em Santo André. Era bem mais perto da casa do Walter, seria providencial para quando ele resolvesse ir para casa.

Bem, acho que quase nem precisaria dizer que estava com a Brasa não é ?

Walter estava com seu Opala creme, acho que ano 78, motor de 4 cilindros 2.500cc. Nem era o fenomenal Opalão 6 bocas que a galera tanto curte.

A Brasa ainda estava um pouco ressentida e extremamente cautelosa devido ao episódio narrado no Capítulo 11 - O DESAFIO DO MAVÉCO (para quem não leu, não se lembra ou não viu porque estava com a Luiza no Canadá, link aqui ó:


http://novidades-dotiolulu.blogspot.com.br/2013/12/historia-de-uma-brasilia-capitulo-11.html

Bem, sem desconfiar de nada, fomos eu e a intrépida Brasa seguindo o Opala onde estava o Walter ao volante e o Rogério no carona (nada bobo ele né ?).

Eis que em dado momento, Walter resolveu sentar a bota no possante. Passou uma segunda marcha e até cantou pneu. Eu atrás não me fiz de rogado. Colei a sola do pisante na tábua da Brasa. Ela então falou comigo (sim, ela conversa comigo, esqueceu que eu não sou nem um pouco normal ?). Enfim, ela me disse com muita calma e educação (SQN): "Que porcaria, você vai mesmo fazer isso comigo ? Respeite meus carburadores desgastados e minhas bielas cansadas ! Ou pelo menos respeite a folga em minha caixa de direção !"

Coitada da Brasinha querida, nada do que ela disse surtiu efeito, acho que na verdade entrou por um ouvido e saiu pelo outro, ou talvez tenha saído pelo mesmo ouvido em que entrou, como se ricocheteasse em um campo de força auditivo, sei lá, quanta merda que eu tô falando né ?

Bem, por questões técnicas, a Brasa foi ficando pra trás. Comi no jantar a poeira que o Opala levantou no almoço. E a seco, sem uma cervejinha sequer para acompanhar.

Depois de uns cinco intermináveis minutos, alcancei o Opala parado em um semáforo de três fases, sendo que a terceira fase já estava por abrir.

Emparelhei com o Walter e pedi a ele clemência, que pelo amor de Deus poupasse a velha Brasa de outra humilhação dessas, pois a coitadinha poderia ficar traumatizada e começar a engasgar, entupir os carburadores e até cuspir algum anel de pistão.

Após meu sincero e desesperado apelo, Walter se sensibilizou enormemente com a minha causa, percebi que ele até parecia ter ficado com lágrimas nos olhos. Ficou "tão sensibilizado" que, ao abrir o semáforo, sentou novamente a bota no Opalão e deixou eu e a Brazoquinha falando sozinhos...Tsc tsc... Que maldade...

Bem, depois de todos esses desencontros, chegamos finalmente ao nosso destino.

Por razões óbvias, não vou descrever aqui a cena das gozações e piadinhas sobre a poeira comida.

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