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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

HISTÓRIA DE UMA BRASÍLIA - CAPÍTULO 20 - ENTRE 1994 E 1997 - A VIAGEM AO ALBERGUE DO PICO DO JARAGUÁ

Olá pessoal ! Já fazia mais de 1 mês que eu não postava por aqui, mas depois desse congelante inverno na Sibéria, estou de volta com mais uma inédita e emocionante estranha aventura da Brasa.

No episódio de hoje, vou relembrar uma "viagem" que fizemos eu e mais três amigos até um Albergue da Juventude no Pico do Jaraguá. E a palavra viagem está entre aspas porque, convenhamos, ir até o Pico do Jaraguá não é nenhuma viagem, no máximo um passeio. Mas, em meados dos anos 90, quando a carteira de habilitação ainda era algo recente e cheirando a tinta fresca (peraê, fresca não, pegou mal, recém-habilitado), e ainda somando-se a isso a pouca experiência e vivência ao volante, realmente ir até o Pico tornava-se uma verdadeira viagem de aventura !

O ano exato não me lembro ao certo. Creio que tenha sido em 1993, mas há controvérsias, talvez seja 1995 ou 96.

Tudo começou alguns meses antes da viagem. Estávamos eu e meus amigões, Renato e Rogério, prestigiando uma Feira da Mecânica no pavilhão de exposições do Anhembi em São Paulo, olhando as "máquinas". Alguém sabe porque é que coloquei a palavra máquinas entre aspas ? rsrsrs... Aaaaahhhhh muleeeeekeeeee....

Antigamente costumávamos ir à Feira da Mecânica, que na verdade é uma exposição bienal. É sempre bom estar por dentro das novidades em nossa área de atuação, e é sempre legal ver as máquinas e as "máquinas", não necessariamente nesta mesma ordem. =D

Quando já estávamos prestes a ir embora, próximo à saída do pavilhão, nos deparamos com algo inusitado e completamente fora do contexto para aquela ocasião: um pequeno quiosque que anunciava e divulgava os "Albergues da Juventude".

É bem verdade que eu já havia visto propagandas dos tais albergues na TV por diversas vezes, mas até então não fazia a menor ideia do que se tratava. Pensava até que seriam abrigos para tirar jovens carentes da rua ou algo assim.

Não sei por qual motivo, ou simplesmente sem motivo algum, nos dirigimos até o referido quiosque para tomarmos conhecimento do que se tratava. Na verdade, acho que foi a moça do quiosque que nos chamou, e do jeito que éramos bobos espirituosos, já fomos achando que daquela cartola poderia sair algum coelho...rsrsrs

A moça do quisque, que nos chamou e nos atendeu, era muitíssimo simpática, apesar de não ser lá muito bonita, e o nome dela se não me engano era Sandra. Aparentava ter aproximadamente uns 19 ou 20 anos na época, praticamente a mesma faixa etária que nós.

Ela iniciou uma explanação sobre o que eram, em linhas gerais, os "Albergues da Juventude". E ao que pudemos perceber, a coisa não tinha nada a ver.

Primeiramente, não tinha nada a ver com o que havíamos pensado sobre a moça, que ela poderia estar nos cantando ou coisa parecida (nem mesmo a tal coisa parecida...rsrsrs...)

Segundamente (existe isto ???), os albergues não eram abrigos para jovens desamparados ou coisa e tal (muito menos "coisa e tal").

"Albergues da Juventude" eram (e ainda são) uma rede de hotéis em todo o Brasil dedicada aos jovens. São hotéis bastante simplórios, para aqueles jovens que têm o espírito "pé-na-estrada", seja na "mochila e carona", seja de "busão" ou de carro mesmo.

Bem, é claro que a tal Sandra do quiosque soube muito bem vender o seu peixe e pintou uma verdadeira obra-de-arte na nossa imaginação.

E ela então conseguiu o que queria (mas nós não...rsrsrs). Vendeu-nos uma anuidade de alberguista para cada um de nós três. Acho que ela deve ter nos enfeitiçado (mas ela não tinha cara de bruxa), ou talvez tenha se utilizado de hipnotismo, sugestionamento, vudu,  déjà vu, brucutu, Salsi Fufu, sei lá. Alías, quem aqui foi criança nos anos 80 deve se lembrar do Salsi Fufu. Quem não souber e quiser saber, escreva lá embaixo nos comentários ok ?

O fato é que, quando demos por nós, já estávamos com a taxa de inscrição paga e a carteirinha em mãos. Isso nos dava o direito de utilizar qualquer albergue da rede em todo o Brasil pelo prazo de 1 ano.

Não me lembro mais de como funcionava, se a gente pagava alguma quantia adicional por cada hospedagem, ou se a taxa de inscrição dava direito a um número X de hospedagens, talvez meus amigos possam até lembrar, mas eu não me lembro nem o que eu comi no almoço ontem (será que eu almocei ontem ???)  =(

Com as taxas pagas e as carteirinhas em mãos, ela nos falou de um encontro de alberguistas que iria acontecer em algumas semanas no albergue do Pico do Jaraguá em São Paulo (perto daqui onde trabalho, que coisa não ?). Perguntou se gostaríamos de participar, e como não tínhamos nada de tão emocionante ou importante que pudéssemos usar como desculpa para pular fora, acabamos aceitando o convite e nos inscrevemos.

E então fomos embora da Feira da Mecânica rumo às nossas casas (na verdade às casas de nossos pais, pois ainda éramos todos solteiros).

Bem, acho que o Rogério comentou o fato com nosso amigo Faberson, que na época creio que ainda era vizinho dele. Faberson também se animou, e resolveu seguir nossos exemplo e fazer também a bendita e milagrosa carteirinha. E da mesma forma se inscreveu no evento do Pico.

Durante o tempo que se sucedeu, combinamos que iríamos os quatro a bordo da Brasa, rachando gasolina e pedágio pra não ficar muito caro, pois naquela época ainda pertencíamos à V.A.S.P. (Vagabundos Anônimos Sustentados pelos Pais), mas nunca fomos playboys, muito pelo contrário. Afinal, alguém aí já viu algum boyzinho dirigindo uma Brasa ? =)

Chegado o dia, peguei a valente e intrépida Brasa, coloquei dentro as malas (incluindo eu mesmo), e saí dirigindo até a casa do Rogerio. Lá chegando, ele e Faberson já estavam à espera.

De lá seguimos para o apartamento do Renato no Alvorada (lembram-se dos capítulos 18 e 19 ?).

Então botamos a Brasa na estrada, rumo à Via Anhanguera, que naquela época ainda possuía trema no "gue", escrevia-se "güe", mas sem as malditas aspas, cazzo mio, nem eu sei porque uso tantas aspas !!!

Depois de aproximadamente 1 hora de "viagem" (afffff, mais aspas...), lá chegamos todos, sãos e salvos (É CLARO !!!! HUMPFT !!!!).

Vejam como foi nossa discreta triunfal chegada...


























Bem, como não podem ver nas fotos tão velhas antigas clássicas (e sem filtro de instagram hein ?), nossas caras de malvados espantaram a concorrência. Bem, na verdade, ninguém estava lá quando chegamos, e por isso ninguém viu nossas caras de malvados, e ainda por cima estas antigas fotos não-digitais não ajudam em nada. Não dá pra colocar um zoom, senão vai distorcer tanto que a gente ficará parecendo um mosaico ou talvez um caleidoscópio (WHAT ???). Por isso, você leitor terá que confiar no que escrevo (ou não), e acreditar que, nestas fotos, nós realmente estávamos com caras de malvados...rsrsrs... Mas a verdade é que não tinha ninguém lá olhando, e acho que se tivéssemos assustado alguém ali, seria mais por causa da nossa feiúra do que propriamente pelas ditas caras de malvados. KKKKKKK...

Pronto, chega de tanta auto-destruição de imagem (qual ?). Vamos dar sequência à história.

Lá chegando, fomos bem recebidos pelos funcionários que lá trabalhavam, e também pela enigmática (será ?) e simpática (rimou) Sandra, a moça do quiosque da Feira da Mecânica, que foi a maldita culpada responsável pela nossa presença ali naquele dia.

Ela nos recebeu com um sorriso (sorte dela, e mais ainda nossa), e como não era lá muito bonita, continuou sendo sempre simpática para compensar.

Rapidamente nos instalamos, e quando foi caindo a noite, corremos para nos esconder, pois não queríamos que ela caísse sobre nossas cabeças. Putz, essa foi infame hem ? Que vergonha, podia ter passado sem...

Como não poderia deixar de ser, levei meu amigo violão, pois para onde quer que eu viaje, levo-o comigo. Toco mal e canto ainda pior, devo encher o saco pra caramba, mas o pessoal geralmente é educado, e é muito raro alguém falar a verdade para mim, por isso sempre fico contente...kkkkk.... Observação: eu ainda tenho a camiseta que aparece aí na foto, trata-se de uma camiseta com uma foto antiga da Brasa, quando ela ainda possuía uma cor mais escura.













As gatinhas piravam com o show, olha quantas aí na foto nos agarrando #SQN...kkkkkk...

MAS ESPERE AÍ, O QUE DIABOS É ISSO ??? QUEM FOI QUE TEVE A IDEIA DE CHAMAR O ROBERTO CARLOS PRA FESTA ???

Isso poderá ofuscar o nosso brilho ! E além do mais o Roberto já tem mais de "mil garotas" querendo sair com ele !!! Ei gatinhas olhem para o outro lado, nós estamos lá do outro lado, deixem o Roberto aí e venham curtir nossa música !

Bem, como diz o ditado, "se não puder vencê-lo, junte-se a ele", e foi exatamente o que fizemos...

Como nosso brilho já estava mais do que ofuscado pela ilustre presença do "rei" Roberto Carlos, decidimos então largar o violão para nos juntarmos à turma, afinal, senão iríamos acabar sozinhos mesmo. Aproveitamos para tietar o Roberto, e também para tentar arrancar dele a verdade sobre a história do Calhambeque bi-bi, caramba Roberto, que loucura foi aquela de trocar um imponente Cadillac por um humilde Calhambeque ? Então foi que Roberto virou-se para mim e perguntou "Pô bicho, não é você que tem uma Brasa vermelha e não troca por nada ?"


Bem, depois de ficar sem resposta perante o rei e seus súditos, achei por bem não mais questionar a inabalável reputação do Roberto.


Ei, espera aê, sou fã do Roberto por tudo o que ele já fez pela música nacional, Jovem Guarda e o que ele representa. Mas pô Roberto, que idéia é essa de tentar levar a Brasa embora ? E eis que ele me respondeu: "É que... bem... É uma Brasa, mora ?"

Mas foi aí que algo inesperado aconteceu:















Pois é, aquele não era o Roberto Carlos... Era ninguém mais e ninguém menos que nosso amigo Faberson disfarçado para uma missão ultra-secreta... Mas qual seria esta missão ?

É que algo muito estranho aconteceu nessa noite... O sumiço do Renato !!!! A última vez em que ele havia sido visto, foi conversando com uma garota, como podemos ver na foto abaixo.




Olha eu ali de curioso, sentado na cadeira ao lado deles, só bisbilhotando e tentando (em vão) ouvir a conversa...rsrsrs...



Pois é, depois disso ninguém mais soube do Renato ! O que teria acontecido com ele ? Teria sido raptado por alguma tribo canibal selvagem habitante da inóspita floresta do Jaraguá, enquanto tomava ar lá fora ? Teria sido abduzido por alguma criatura alienígena enquanto contemplava inocentemente o brilho da noite estrelada ?

Além do Faberson disfarçado de Roberto Carlos, pensamos se não seria uma boa ideia chamarmos aquele personagem de desenhos animados da TV a cabo, o Titio Avô ? Ele sempre resolve todos os problemas (à maneira dele, é claro...).























Bem, acabamos achando melhor deixar pra lá e esperar que a coisa toda se resolvesse.

E depois de pouco mais de meia hora Renato apareceu, para o alívio (ou não) de todos os presentes. Misteriosamente, notavam-se vestígios de lama em sua jaqueta. Será que...











Mas afinal, pensando bem, de que importa não é mesmo ?

Continuamos curtindo a festa, que estava pra lá de legal ! É sempre bom fazer novas amizades, mesmo que depois nunca mais as veja .














É, a galera estava bem animadinha mesmo...rsrsrs...

Depois desta festa fomos dormir, pois no dia seguinte já tínhamos todos combinado uma caminhada até o topo do pico, através das trilhas em meio à mata.

E quando o sol raiou e se fez dia, levantamos cedo da cama para mais um dia de diversão.














Que sorte a nossa, um lindo dia ensolarado !














Ahhh... Nada como um café-da-manhã bem reforçado para encarar a maratona que estava por vir, não é mesmo ? Vejam só que beleza de mesa ! Notem que estou falando realmente da mesa, viu seus malandrinhos ?

E aí, bora pegar a estrada ?














Não, essa aí é só para os carros, estou falando em sentido figurado.














Ah sim, ESTA estrada, ou seja, trilha. Ei, quem é este bobão aí na foto que está tentando voar ? Ops... Bem, deixa pra lá, vamos passar logo para a foto seguinte, não é ? rsrsrs...














Ei, estão olhando o que aí em cima seus babacas ??? Vocês querem levar porrada é ? Peraê que eu vou chamar alguém...rsrsrs...














Ei, já cansaram ? Vocês estavam achando que ia ser moleza é ? Levanta aí e vamos continuar pô. Olhem lá em cima, onde é que teremos que chegar, bora galera !














Olha aí, viram como valeu a pena o esforço ? Chegamos no topo, só por isso agora podemos nos considerar "The kings of the world", morra de inveja Leonardo de Caprio...rsrsrs... Linda vista não ? Mesmo com o tempo já ficando nublado. E como poderia dizer meu primo Fábio, "...e todos respeitam a natureza..."...rsrsrs...














Mas espere aí, olha só quem finalmente deu o ar da graça !!!! A menina simpática do quiosque da Feira da Mecânica !!! Oooohhh !!














Reparem na garota de cinza. Ela está sempre sorrindo. Isso fazia ela parecer bonita, mas na verdade era simpática. Entenderam a sutileza ?  =) Por isso, "keep smiling Sandra !" em qualquer situação...rsrsrs...














O que Sandra ? É por aquele lado ali ? Puxa, obrigado, eu juro que já estou indo ok ? Pode parar um pouco de aparecer agora tá bem ?

E finalmente, aquela foto clássica de final de passeio, reunindo toda a turma, e com trocas falsas de juras de amizade, "até qualquer dia desses, temos que combinar outro passeio desses hein ?", quando na verdade nunca mais vimos aqueles rostos... 














Pessoal, tirando a parte das brincadeiras e piadinhas que eu fiz por aqui, de verdade, esse passeio foi MUUUUITO legal ! Marcou uma época muito bacana que ficou no passado, e só ajudou a estreitar ainda mais os laços de amizade ! Rogerio, Renato e Faberson, só tenho a agradecer, muito obrigado por esses momentos memoráveis !

E terminando a história, vou ainda falar da Brasa né ? Na volta da viagem, sem querer a Brasa e eu acabamos causando um susto no Faberson...rsrsrs...

Quem já dirigiu Fusca, Brasilia e derivados saberá bem sobre o que vou dizer agora. A famosa folga na caixa de direção, que quando ela se torna enorme, a gente comenta com alguém que "qualquer hora preciso mandar regular a caixa, tá com muita folga".

Bem, no meu caso, sou eu mesmo que regulo, Mas naquela época eu ainda não sabia fazer isso, e então tive que aprender a conviver com ela, e inventar meios de driblá-la. E foi exatamente isso que assustou o Faberson.

Quando estávamos saindo da Via Anhanguera e pegando uma alça de acesso para acessar a Marginal Tietê, bem no meio da alça (uma curva suave) havia alguns buracos. Quando a Brasa se viu em meio a eles, ela resolveu mostrar a todos a sua ginga de bailarina clássica. A verdade é que a danada começou a jogar para todos os lados, e eu, na maior naturalidade, comecei a jogar a direção de um lado para o outro para compensar a folga e assim assegurar a trajetória retilínea, pois ela já estava na iminência de assumir uma trajetória parabólica, hiperbólica ou até diabólica, vai saber ? rsrsrs...

Dessa forma, valendo-me desse artifício, consegui manter a direção com êxito e suavidade. Isso é algo normal para mim, o Rogerio e o Renato também já estavam um pouco acostumados, mas acho que o Faberson nunca havia visto aquilo e ele, segundo o Rogerio, olhou com cara de assustado...rsrsrs...

Pessoal, essa foi mais uma emocionante história da Brasa ! Espero que tenham gostado !

Queria agradecer ao Faberson por me ceder as fotos, que foram tiradas por ele durante o passeio e fazem parte de seu acervo pessoal, muito obrigado, elas enriqueceram demais a postagem e me ajudaram muito a contar melhor essa história, já que, passados tantos anos, já não me lembrava de muitas coisas.

Abraço pessoal, e até a próxima história da Brasa !

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