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ESTE É MEU BLOG DE CARRO COM HISTÓRIAS VERÍDICAS VIVIDAS A BORDO DE UM VW BRASILIA 1977 QUE ME ACOMPANHA DESDE 1979 QUANDO EU TINHA APENAS 4 ANOS.

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sexta-feira, 4 de março de 2016

HISTÓRIA DE UMA BRASÍLIA - CAPÍTULO 22 - 1998 – A VIAGEM A CAJURU


Era o ano de 1998.

Já havia me formado em engenharia e estava estagiando na área de manutenção de uma empresa de médio porte.

Eu e minhas duas irmãs, Ingrid e Gisele, temos amizade com uma menina (naquela época éramos todos meninos...rsrsrs) chamada Kassia (hoje acho que ela está com 35 anos), desde a nossa época de infância. Amizade esta iniciada e consolidada em Bertioga no litoral paulista, onde sempre frequentamos desde os primórdios de nossas vidas. Kassia morava na época em São Paulo (capital), porém mudou-se com o passar dos anos para Cajuru no interior de São Paulo.

Eis que no segundo semestre de 1998 ela nos convidou para passarmos um fim-de-semana com ela na casa dos pais em Cajuru. Resolvemos aceitar o convite, pois seria muito legal, diferente, e ao mesmo tempo uma bela de uma aventura a ser vivida a bordo da Brasa. Realmente não dava pra desperdiçar uma oportunidade dessas.

Com uma semana de antecedência, dei uma revisada geral na danada, como sempre faço antes de qualquer viagem mais longa. Verifiquei óleo, folga das velas, cabos de velas, estado e folga do platinado, cachimbo do distribuidor, regulagem do ponto do motor, tensão da correia etc.

Após todas as verificações de praxe, cheguei à conclusão de que a Brasa estava prontinha para encarar mais essa aventura. Sim, seria mesmo uma aventura, pois naquela época eu tinha 5 anos de carta e nunca tinha pilotado em uma viagem tão longa.

Vejam a figura abaixo para terem uma ideia do que estou falando.



Optei pela rota que contemplava a Via Anhanguera, para simplificar, mesmo não sendo teoricamente a mais curta. Naquela época ninguém tinha GPS e muito menos Google maps. Ou seja, tivemos que nos utilizar dos métodos tradicionais de orientação em viagem: um mapa de papel, daqueles bem grandões que a gente dobrava com alguma dificuldade.

Como vocês podem ver, eram mais de 300kms de distância. Considerando que de São Caetano a Bertioga são apenas 100kms... Uma viagem bastante longa.

Como citei acima, ia-se pela Via Anhanguera até as proximidades da cidade de Pirassununga (pra quem curte a "pingaiada", taí um belíssimo ponto turístico... rsrsrs), e depois pegava-se algumas estradinhas vicinais que levavam à região onde se situa Cajuru.

Voltemos à semana que antecedia a grande aventura. Após ter revisado a Brasa no fim-de-semana que antecedia a viagem, eis que a Lei de Murphy resolveu pregar-me algumas peças. Durante a semana que se sucedeu, o motor dela começou a engasgar e falhar.

Lembro-me de ter até desmontado e lavado os carburadores durante essa semana, logo que chegava do trabalho, à noite mesmo, e o problema não se resolvia.

Na quinta-feira, véspera de viagem, resolvi abastecer o tanque com gasolina adidivada, e ainda acrescentei um frasco de aditivo, acho que foi o Bardhal. O motor ainda continuava falhando.

Isso motivou meu pai, na época, a oferecer-me emprestado o Gol 1998 que ele havia comprado naquele ano, praticamente zero km, para empreender a viagem, temendo que a Brasa pudesse nos deixar na mão em uma viagem tão longa e com o motor falhando.

Mas minha teimosia e orgulho foram maiores, e insisti em ir com a Brasa assim mesmo.

Acomodamos a bagagem no carro, peguei o mapa de viagem e finalmente pusemos os pés (e pneus) na estrada, com o motor ainda falhando, eu e minhas duas irmãs em uma noite de sexta-feira (não era 13). Na época eu tinha 23 anos e elas tinham 16 e 18. Eita mundão véio sem portera sô...

Saímos da casa de meu pai, trilhamos os caminhos que levam à Avenida dos Estados, na qual seguimos em frente até a Av. Cruzeiro do Sul, e descemos a alça de acesso que desemboca na Marginal Tietê. Trafegamos então por ela até o acesso à Via Anhanguera. Já na Via Anhanguera, percebi que, milagrosamente ou não, o motor da Brasa havia parado de falhar ! Incrível não é ? Nem parecia o mesmo carro que havia falhado e engasgado a semana toda.

Então me animei e seguimos em frente. A trilha sonora da viagem foi, na maior parte do tempo, Legião Urbana, intercalado com Dire Straits e outras pérolas de nossa juventude.

Era também a estreia em estradas de um acessório que havia instalado 1 mês antes, e que equipa a Brasa até hoje: os faróis azulados de 100W ! Puxa vida, aquilo iluminava até avião no céu !!!! Bem, tirando o exagero, aquele farol é uma belezura mesmo, dá pra enxergar tudo e mais um pouco.

Seguimos bem durante todo o trajeto pela Via Anhanguera, a Brasa devorando cada quilômetro da rodovia, e conforme o mapa, um pouco antes de Pirassununga, pegamos a primeira estradinha vicinal.

Estradinha vicinal, para quem não sabe ou nunca ouviu falar, é estrada de pequeno porte típica do interior de São Paulo. Nem sei se este nome é usado em algum outro estado brasileiro.



Quando você sai de uma rodovia do porte da Via Anhanguera e acessa uma estrada vicinal, a diferença é brutal. Primeiramente, é claro, as condições da estrada são extremamente diferentes. A Via Anhanguera é duplicada, com canteiro no meio, e na maior parte é reta, e onde existem curvas, as mesmas são suaves. As vicinais não são duplicadas, uma pista vai e a outra vem, sem separação entre elas, a não ser a faixa de sinalização, e sempre tem bastante curva. Em segundo lugar, a paisagem muda bastante também. Nas estradas vicinais daquela região, existe uma forte predominância de canaviais, por se tratar de uma região produtora de cana de açúcar para refino de álcool e açúcar. Em terceiro lugar vem o estado de conservação da pista. Em rodovias de grande porte, principalmente as concessionadas como a Via Anhanguera, o asfalto costuma ser algo próximo de um tapete, lisinho lisinho, dá pra andar até de carrinho de rolimã (MEODEOS) ou jogar bola descalço (hã ???). Nas vicinais, geralmente o asfalto já está bem mais judiado, gasto, e com muitos buracos.

foi aí que a coisa começou a ficar difícil, mas de certa forma também divertida. Logo ao entrar na primeira vicinal, nos deparamos com uma placa de sinalização com os dizeres "Cuidado ! Saída de treminhão." Nunca havíamos visto essa palavra, e começamos nós três a divagar sobre o que seria um treminhão. Seria algum bicho perigoso ? Será que ele morde ? Será veloz ? Será que corremos perigo ? Não sabíamos o que era, mas era uma palavra que, apesar de parecer estar no aumentativo, não nos causava medo à primeira vista. Na verdade, acabou causando risos, isso sim.

Conforme a gente ia avançando pela vicinal, a sinalização ia ficando escassa. E foi dessa forma que acabamos em um certo momento entrando em um acesso errado. Procurávamos pelo acesso para a próxima vicinal, mas devido à falta de sinalização, resolvi entrar em um acesso por conta própria, por achar que fosse o correto. 

Caso vocês não se recordem, vou refrescar-lhes a memória. Esta viagem transcorria toda ela à noite. Após sairmos da Via Anhanguera e entrarmos na primeira vicinal, a escuridão era assustadora. E as estradas vicinais são extremamente desertas à noite, quase não cruzávamos com carro algum, e não possuem qualquer tipo de iluminação. Ríamos das placas sobre treminhões em uma tentativa de afastar o nervosismo e a ansiedade que já se faziam presentes.

Voltando à narrativa, entrei no acesso que julgava correto devido à parca sinalização. Após andar por alguns quilômetros sem chegar a lugar algum, ainda não havíamos avistado qualquer placa de sinalização. No lugar das placas, apenas plantações de cana. Dos dois lados da pista só conseguíamos avistar o vulto sombrio dos canaviais que se erguiam assustadores parecendo querer invadir a estrada. Parecia até que algum espantalho enfeitiçado iria a qualquer momento pular sobre o carro. Cenário perfeito para se rodar um filme de terror. Até que de repente, para nosso desespero, o asfalto simplesmente acabou e entramos na terra. Foi aí que imaginei que estávamos na direção errada. Parei e dei meia-volta na Brasa. Até a Brasa estava com medo. Sim, ela me confessou isso com uns dois ou três engasgos, e me disse que se eu não a tirasse logo daquele matagal, iria engasgar de vez e apagar o motor, e passaríamos a noite na estrada esperando o dia clarear. Pedi a ela que segurasse as pontas, pois não podíamos perder o controle, e ela concordou.



Após dar a meia-volta e percorrer todo aquele acesso errado de volta para a vicinal, entrei novamente na referida estradinha e continuei seguindo em frente por ela. Após alguns quilômetros, finalmente achamos placas de sinalização com as referências que tanto precisávamos. Indicações para as cidades de Serrana e Cassia dos Coqueiros, esta última uma cidadezinha minúscula que, segundo soube depois, fazia divisa com Cajuru.

Pegamos a vicinal correta e já estava sentando a bota na Brasa, pois o cansaço já tomava conta e a ansiedade pela chegada atingia níveis perigosos. Mas pelo menos aquele clima de apreensão e certo desespero deu lugar a outro de ansiedade por chegar, pois àquela altura do campeonato, já tínhamos certeza de que estávamos na direção correta. E estávamos mesmo. Apareceu uma placa indicando a cidade de Serrana a 30 kms. Comemoramos. Quando chegamos nas imediações de Serrana, vimos placas indicando a entrada para Serrana e, pela primeira vez, para noooooossa alegria, placa indicando Cajuru ! A comemoração desta vez foi em maior intensidade. Sim, numa hora como essa, tudo que vem para o bem já é motivo de comemoração. A placa dizia que faltavam 40kms para chegarmos ao nosso destino. Três VIVAS para essa placa linda e maravilhosa !

Segui com o pé afundado na tábua, pois naquela região não existiam radares. Afinal, boi, vaca e caminhão de cana, esses não precisam de radares...rsrsrs... Brincadeiras à parte, mantinha a velocidade de 100km/h, que só foi possível graças à boa vontade da Brasa que havia realmente deixado seu mau-humor e seus engasgos em São Caetano, no início da viagem.

Após os tão festejados 40 kms, finalmente um indício de civilização. Chegamos em Cajuru ! Que alegria ! Devia ser algo em torno de 1:00hs da madrugada ! Mas chegamos sãos e salvos. Aí bastou apenas seguir as dicas dadas pelo pai de nossa amiga Kassia para que rapidamente localizássemos a rua e a casa de nossa amiga. Eles nos esperavam na sala, já bastante preocupados devido ao horário.

Com a maior cara de pau, dei um toque na buzina e o bi-bi da Brasa ecoou na quase deserta rua, devido ao horário. Fiquei até envergonhado, já pensou, a galera sai de casa e começam os comentários "Quem foi o danado que nos acordou a essa hora com essa lata velha ?". Graças a Deus isso ficou apenas na minha imaginação...rsrsrs...

Eles abriram a porta e vieram nos receber.

Aí me dei conta de algo que eu até então não sabia. Na garagem da casa deles cabiam apenas dois carros, e os dois carros estavam lá. Meu Deus ! A Brasa teria que dormir na rua ! Pobrezinha... Mas estávamos todos tão estafados, inclusive a Brasa, que acabamos não dando importância a esse detalhe. E além de tudo, a cidade é tão tranquila.

Mas é claro que, apesar da aparente tranquilidade, não deixei de tirar o cachimbo (rotor) de dentro do distribuidor, como manda o figurino de todo antigomobilista...rsrsrs...

Abri a porta e descemos, eu e minhas irmãs. Quando a Kassia veio nos cumprimentar, ela viu que o estepe da Brasa estava de pé atrás do banco do passageiro, e perguntou curiosíssima e perplexa "O que aconteceu, o que esse estepe está fazendo aí ?"



Lembrei-me então que semanas antes eu estava tentando fazer uma alteração no banco da Brasa, de forma a torná-lo reclinável, já que o sistema original de regulagem do banco só permitia 3 posições: de pé, mais de pé ainda e ainda mais de pé ! Só que não havia dado muito certo, e o banco tinha ficado com o encosto solto, e por isso eu tinha colocado o estepe ali, para apoiar... rsrsrs... Aí expliquei isso a eles e todos caíram na gargalhada...

Entramos levando as nossas bagagens e fomos logo acomodados, minhas irmãs no quarto da nossa amiga, e eu "confortavelmente" na lavanderia, com vista privilegiada para a secadora de roupas e estratégica para a máquina de lavar, caso houvesse algum vazamento de água...rsrsrs...

No dia  seguinte, acordamos e fomos para a cozinha tomar café.

Depois coloquei a Brasa na vaga de garagem do carro do pai da Kassia, pois ele ia levar todos nós para um passeio em Ribeirão Preto, que é relativamente próximo dali. A relatividade fica por conta de ser a cidade grande mais próxima dali, pois na verdade são mais de 60kms que separam as duas cidades, passando pela estradinha vicinal do dia anterior, em meio aos canaviais, com pista simples e limite de velocidade de 80km/h.

Depois de aproximadamente 1h10min chegamos ao destino. Já estava próximo da hora do almoço, por isso fomos ao shopping de Ribeirão Preto, aliás um belo shopping, e comemos algo na praça de alimentação.

Logo após o almoço, aproveitamos que já estávamos ali e, eu, minhas irmãs e a Kassia fomos ao cinema do shopping, enquanto os pais dela e o irmão mais novo iriam passear pelas imediações. Combinamos devidamente o horário para que não houvessem surpresas desagradáveis.

 Lembro-me que assistimos ao filme "Nunca fui beijada", com a Drew Barrimore. Foi a primeira vez que assisti a esse filme, muito legal !

Depois dessa matinê, nos encontramos com os pais da Kassia no local e horário combinado, e então o pai dela perguntou se eu gostaria de conhecer o Pinguim. Espera aí, não é o pinguim de geladeira não... Trata-se de uma famosíssima choperia de Ribeirão Preto.

Claro que eu quis ! Já havia ouvido falar exaustivamente sobre o Pinguim. É a choperia oficial da cervejaria Antárctica. Faz tanto sucesso, que eles já haviam, naquela época, aberto uma filial bem em frente à primeira, chamada Pinguim 2.




OLHA UMA BRASILIA NA FOTO, LADO DIREITO !!!
Chegando lá, obviamente pedimos o tão famoso chope, e pude constatar que a fama certamente não era à toa. Deve ter sido realmente o chope mais delicioso que já bebi. Bem, é claro que o fato e a emoção de estar na choperia mais famosa do Brasil pode ter influenciado meu julgamento. Mas o chope é danado de bom mesmo.

Depois deste pequeno deleite etílico, voltamos para Cajuru, e quando lá chegamos já era noite.

Assim, a Kassia quis nos mostrar a cidade, que na verdade dava para conhecer a maior parte a pé, pois é bem pequena.

Toda cidade do interior tem a praça com a igrejinha, e esse costuma ser o ponto de referência local, e ali não era diferente. A mocidade se encontrava ali nas redondezas.

Muito lr

Muito legalzinha a cidade, bem tranquila, um excelente lugar para se viver.

Depois, quando já era mais tarde, voltamos à casa deles para dormir. No dia seguinte, tomaríamos café da manhã e sairíamos em seguida, pois já seria domingo e tínhamos uma longa viagem de volta.

Como dito, no dia seguinte acordamos (não muito cedo), tomamos o café e depois arrumamos nossas coisas e colocamos na Brasa.

Despedimo-nos de nossos amigos queridos, agradecendo pela hospitalidade e prometendo voltar um dia, o que nunca aconteceu. Mas costumamos vê-los em Bertioga umas 2 vezes por ano, geralmente no fim do ano e no Carnaval.

Entramos na Brasa e pusemos nossos pés na estrada. Teríamos uma longa viagem de volta. Mas de dia tudo seria muito mais fácil.

E foi.

Não cometi nenhum erro de trajeto, e até mesmo os canaviais já não pareciam tão assustadores durante o dia ensolarado que se fazia junto ao céu.

Percorremos os mais de trezentos quilômetros sem nenhuma ocorrência relevante. Minhas irmãs, pelo que me lembro, dormiram na viagem de volta.

Então lá pro meio da tarde chegamos de volta a São Caetano.

Meu pai ficou bastante aliviado quando nos viu chegar, pois ele teve muito medo que a Brasa pudesse dar algum problema, depois daquelas falhas todas que ela apresentou durante os dias que antecederam a viagem.

Mas, como sempre costumo dizer, "a Brasa desbrava...", e desbravou mesmo !

Foi realmente uma aventura e tanto, e que mais uma vez teve final feliz !

Espero que tenham gostado !

Um grande abraço e fiquem com Deus !

PS.: Em tempo, vocês não ficaram curiosos para saber o que é um treminhão ? Nós na ocasião estávamos morrendo de curiosidade. Então, quando estávamos lá em Cajuru, no sábado, perguntamos para a Kassia mas ela também não sabia muito bem. Então ela perguntou para seu pai, que nos explicou que o treminhão é um caminhão bi ou tri-articulado, ou seja, com duas ou até três carretas, uma engatada na outra, e que eram utilizados naquela região para transportar a cana-de-açúcar para as usinas (refinarias). Ele acaba se assemelhando a um trem do asfalto, uma mistura então de trem e de caminhão, e provavelmente vem daí a origem do intrigante nome: TREM + camINHÃO = TREMINHÃO  =)


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Um comentário:

  1. Olá Luciano,essa sua epopeia no canavial assemelha-se a uma vez em que me perdi lá pelos confins de Minas,perto da região onde estourou aquela barreira da Samarco. Ocorre que havia feito um calor tremendo durante a viagem,e Cheguei a Resplendor já de noite. Pouco antes,percorrendo devagar um trecho deserto e já de noite,eu ansioso por chegar logo à Resplendor,caíra uma chuva,coisa leve,porém. Só que,a chuva,ao bater no asfalto ainda bastante quente,acabou que subia o vapor d'água. Isso,combinado com o lugar deserto,somente iluminado pelos faróis da boa e velha Brasa,dava um visual meio fantasmagórico,sem exagero,parecia que ia aparecer na estrada o Michael Jackson com os zumbis do clipe Thriller... Enfim,tirando esse não digo susto,mas um leve receio,cheguei são e salvo a Resplendor,eu e a Brasa,não sem antes de dormir,tirar o cachimbo do distribuidor,como bom antigomobilista neurótico,hehe!
    Grande abraço!

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